Feliz feliz feliz, dia da criança!

Erra quem acha que criança tem muito o que aprender. Ultimamente tenho visto crianças ensinando adultos a terem bons modos, a valorizar as coisas simples que no dia a dia acabam ficando pra depois e depois e depois, e vez ou outra, pra “se um dia der tempo”.

Na infância vemos as coisas como elas são, o julgamento não parte de um principal interesse, é honesto.

É nessa fase da vida que os preconceitos só existem quando são impostos por opiniões de adultos. É na infância que 365 dias demoram tanto pra passar, 24 horas são eternas, dá pra brincar de tanta coisa né? É na infância que cada nova palavra é motivo de festa, é conquista comemorada com muitos beijos e abraços, é recompensa por bom comportamento. E em troca disso tudo, os adultos se olham e pensam: que fase boa, como é bom ser criança.

Mas nunca é tarde pra se inspirar em pessoinhas que nos mostram a cada dia o sentido real da vida, aquele que esquecemos um pouquinho em cada aniversário que fazemos e substituímos por obrigações, preocupações, frustrações.

A morte é para os fortes

Se aqui ficamos, é porque somos fortes o suficiente para suportar, mesmo que sem entender, mesmo com a infinita vontade de ter alguém de volta. E os que aqui já não estão mais, é porque foram fortes o suficiente para entender que já era hora de partir, fortes além do limite, fortes o bastante para deixar toda a sua força de herança pra quem fica.

Uma avalanche chamada vida

Eu não menosprezo ninguém, ou melhor, procuro não menosprezar. Na verdade eu me emociono quando vejo velhinhos de cabelo branco vivendo suas vidas com a calma de uma alma que pede sossego. Me emociono ao ver as crianças brincarem com o olhar de quem quer descobrir tudo em uma tarde. Talvez essas sejam as melhores fases da vida de um ser humano, onde começamos a criar sonhos e depois, sorrimos por termos os conquistado ou então, por termos criado outros.