Sair à francesa

E agora que tal eu sair de fininho, e deixar como acalentador de lembranças todo carinho que criei por você? Infinitas vezes vi pessoas fazendo isso comigo, porém, só agora entendi o quão poderoso é esse escudo.

A não ser que você faça o que eu sempre fiz: pergunte, se irrite e faça questão de deixar claro que não entende minha completa e idiota decisão. O que você não sabe é que eu jamais entenderia se fosse você no meu lugar. Eu lutaria todos os dias, até que por fim, todo o sofrimento me vencesse.

Mas desistir antes da hora, pra mim parece uma boa ideia. Apesar de ter certeza que quando uma pessoa é importante pra mim, abrir mão de algumas coisas, ou de mim mesma não pareça um sacrifício, eu não neguei minhas raízes e saí a lá francesa.

Isabel Debatin. Catarinense, 23 anos, apaixonada por cultura, histórias e jornalismo.
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